03/04/15

Infarto silencioso na mulher


Dr. Arthur Frazão (Médico)

O infarto silencioso na mulher é um importante problema cardíaco, uma vez que não se manifesta com a típica dor de peito e mal-estar.

Assim, a mulher com história familiar de doenças cardíacas, deve fazer consultas regulares no clínico geral ou cardiologista, a fim de despistar estes problemas.
Sintomas de infarto silencioso na mulher

Os principais sintomas de infarto silencioso na mulher são:
Forte indigestão, como se tivesse algo na garganta;
Dor no queixo;
Forte dor nas costas;
Dificuldade para respirar.

Estes sintomas podem surgir sem qualquer esforço físico ou trauma emocional, estando em repouso e tranquila.
Causas de infarto silencioso na mulher

As causas de infarto silencioso na mulher incluem:
Estilo de vida sedentário;
Consumo de alimentos ricos em gordura ou açúcar;
Permanecer sob estresse constantes;
Tomar a pílula anticoncepcional;
Ter complicações na gravidez, como eclampsia, por exemplo.

As mulheres com estas causas têm 6 vezes maior risco de desenvolver infarto silencioso, no entanto, todas as mulheres devem fazer, pelo menos, uma consulta no cardiologista por ano, após a menopausa.
O que fazer no infarto silencioso na mulher

O que se deve fazer no infarto silencioso na mulher é acalmar a vítima e chamar imediatamente uma ambulância, ligando para o número 192 o mais rápido possível, pois o infarto pode matar em menos de 5 minutos.

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Dor de Estômago

Dr. Arthur Frazão (Médico)

A dor no estômago é um sintoma muito comum, que pode ter diversas causas, como gastrite ou excesso de gases, sendo muitas vezes acompanhado por outros sintomas, como vômitos ou azia, por exemplo. A dor de estômago também pode ser causada pelo consumo de café em excesso, bebidas alcoólicas, comidas apimentadas, stress, ansiedade e nervosismo.

No entanto, quando a dor de estômago se torna persistente ao longo dos anos e se a dor estiver associada a perda de peso, vômitos ou fezes com sangue, deve-se procurar um médico porque estes sintomas podem indicar câncer de estômago. Saiba mais sobre isto em: Câncer no estômago.
Outras causas comuns para dor no estômago

Outras causas comuns para dor no estômago são:

1. Dor de estômago e gases são um importante sinal de má digestão, que pode estar ligada a complicações como a gastrite, por exemplo. Neste caso quando o bolo alimentar chega ao estômago encontra um ambiente hostil, que pode conter até mesmo a bactéria H. Pylori, dificultando a digestão e por isso o alimento pode permanecer horas e horas ainda no estômago causando os desconfortáveis arrotos.

2. Dor de estômago e diarreia pode ser sintoma de gastroenterite, sendo que é recomendado beber muitos líquidos, como água, soro caseiro ou chá e tentar estimular o apetite com alimentos leves, como biscoito maisena, arroz branco ou fruta, por exemplo. Porém, caso surjam outros sintomas como febre, calafrios ou vômitos frequentes é recomendado ir ao pronto-socorro.

3. Dor de estômago após comer pode ser suspeita de gastrite, úlcera ou refluxo, que provoca também a sensação de azia após comer ou quando se está deitado, sendo que se deve consultar um gastroenterologista, elevar a cabeceira da cama e evitar alimentos gordurosos, como frituras, picanha e embutidos, ou que aumentam a acidez do estômago, como leite de vaca, pimentão, tomate e milho, por exemplo. Confira quais os sintomas e é feito o diagnóstico em:

Como identificar os Sintomas de Gastrite.

4. Dor de estômago e vômito, geralmente, indica gastrite ou úlcera, mas também pode surgir noutras situações como intoxicação alimentar e, por isso, é importante ir ao pronto-socorro em caso de vômitos recorrentes.

5. Dor de estômago forte e constante pode ser sinal de problemas em outros órgãos, como a pancreatite ou colecistite e, por isso, deve-se ir ao pronto-socorro, especialmente quando a dor é incapacitante.

6. Dor de estômago após endoscopia é normal, porque durante o exame, o médico injeta no estômago que pode ser difícil de ser eliminado, podendo causar desconforto durante algumas horas.

Qualquer dor de estômago que dure mais de 48 horas deve ser avaliada por um gastroenterologista para se iniciar o tratamento adequado.
Dor de estômago na gravidez

A dor de estômago na gravidez é um sintoma muito frequente na gestação causado pela presença de gases estomacais e neste caso é recomendado que a grávida evite utilizar roupas muito apertadas ou comer muito nas refeições. Para aliviar a dor de estômago na gravidez, uma boa dica é tomar chá de erva cidreira com funcho, por exemplo.

​​Caso a dor de estômago não passe após estes cuidados, é importante informar o médico obstetra para que ele avalie a possiblidade de outras causas e indique a ingestão de algum medicamento, se necessário.
O que fazer na dor de estômago

O que se pode fazer para aliviar a dor de estômago é:
Afrouxar as roupas e repousar sentando ou recostado num ambiente tranquilo;
Tomar um chá de espinheira santa, que é uma ótima planta medicinal para tratar problemas estomacais;
Comer um pedacinho de batata crua porque este é um antiácido natural, sem contraindicações;
Colocar uma bolsa de água morna na região do estômago para aliviar a dor;
Beber pequenos goles de água fria, para hidratar e facilitar a digestão.

O tratamento para dor no estômago deve ainda incluir uma dieta leve, à base de saladas, frutas e sucos de frutas, como melancia, melão ou mamão, evitando comer alimentos gordurosos e bebidas alcoólicas. Saiba mais soluções para aliviar a dor de estômago em:

O que fazer para dor de estômago.

Quando a dor se mantém, o médico gastroenterologista deve ser consultado pois pode ser necessário tomar remédios antiácidos, como Ranitidina, remédios antieméticos, como Metoclopramida ou anti-espasmódicos, como o Buscopan.

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Enxaqueca



Sinônimos e Nomes Populares:

Migrânea, dor de cabeça, dor exaquecosa.

O que é?

A enxaqueca, na realidade, não é apenas um tipo de cefaléia, mas uma síndrome neurológica conhecida desde os primórdios da humanidade, afetando grande parte da população mundial. Caracteriza-se pela presença de dores de cabeça recorrentes, unilaterais ou bilaterais, geralmente de caráter pulsátil, com intensidade de moderada a intensa, precedidas ou não por sinais neurológicos focais denominados de aura. Usualmente é acompanhada de náuseas, vômitos, fonofobia e fotofobia.

As crises podem durar de 4 a 72 horas. Alguns sintomas premonitórios podem aparecer horas ou dias antes da cefaléia, incluindo falta de apetite, hiper-atividade, depressão nervosa, irritabilidade, bocejos repetidos, dificuldades de memória, desejos por alimentos específicos, como chocolate e sonolência.

A dor de cabeça enxaquecosa também pode ser observada nas crianças, nas quais pode se manifestar associada a dores abdominais recorrentes, vômitos cíclicos, tonturas e dores nas pernas.

Como se desenvolve ou adquire?

Apesar de ser de natureza incerta, acredita-se que a causa da enxaqueca seja multifatorial, apresentando caráter hereditário bem definido. Estudos demonstram que pacientes com enxaqueca apresentam um desequilíbrio de neurotransmissores no Sistema Trigemino-Vascular,que é responsável pelos fenômenos dolorosos relacionados à face e ao crânio.

As crises de enxaqueca podem ser desencadeadas por inúmeros fatores como estresse físico e emocional, determinados alimentos (álcool, queijos, vinho tinto e embutidos , entre outros), privação ou excesso de sono e alterações hormonais súbitas, como a menstruação nas mulheres. Todavia, os fatores desencadeantes tem que ser individualizados para cada paciente.

Como o médico faz o diagnóstico?

O diagnóstico da enxaqueca é clínico, com história detalhada, exame físico e neurológico completo. Eventualmente, pode ser necessário a realização de exames complementares (ressonância magnética de crânio, eletroencefalograma...) quando, por exemplo, a dor de cabeça iniciar após os 50 anos, ou quando haver alteração no exame neurológico, história de câncer, doenças infecciosas, história de HIV, ou quando iniciar subitamente, com forte intensidade, não aliviando com analgésicos.

Para que o indivíduo tenha o diagnóstico de enxaqueca, é preciso que ocorram pelo menos 5 crises de dor de cabeça de moderada ou forte intensidade, de localização unilateral e caráter pulsátil, durando de 4 a 72 h, acompanhadas de náuseas e ou vômitos, sensibilidade à luz e ao barulho, além dela ser exacerbada pela atividade física.

Como se previne?

Primeiramente, o indivíduo tem que tentar estabelecer quais os fatores desencadeantes para suas crises de dor de cabeça e assim evitá-los, na medida do possível. Quando necessário pode-se fazer tratamento preventivo medicamentoso das crises.

Como se trata?

diagnóstico correto do tipo de dor de cabeça,
controle de fatores predisponentes
tratamento medicamentoso abortivo das crises : são utilizados desde antiinflamatórios, até medicamentos específicos para enxaqueca, como os triptanos, que são drogas que agem nos mecanismos responsáveis pelo desencadeamento da dor de cabeça
tratamento medicamentoso preventivo das crises: quando ocorrerem três ou mais crises por mês, ou quando as crises forem muito incapacitantes, ou com pobre resposta aos medicamentos abortivos. Os medicamentos utilizados podem ser desde antidepressivos tricíclicos em baixas doses (desta forma servem para tratar dor e não depressão) até betabloqueadores e anticonvulsivantes
tratamento não medicamentoso: o médico também pode indicar outras formas de tratamento para casos selecionados, como biofeedback e técnicas de relaxamento, terapia cognitiva comportamental, dieta, fisioterapia, psicoterapia e acunpuntura


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Epilepisia / Convulsão - Ataque Epiléptico

Epilepsia
Sinônimos: epilepsia, ter um ataque, finar-se; desmaio com tremor

O que é?

Epilepsia é uma doença neurológica crônica, podendo ser progressiva em muitos casos, principalmente no que se relaciona a alterações cognitivas, freqüência e gravidade dos eventos críticos. É caracterizada por crises convulsivas recorrentes, afetando cerca de 1% da população mundial.

Uma crise convulsiva é uma descarga elétrica cerebral desorganizada que se propaga para todas as regiões do cérebro, levando a uma alteração de toda atividade cerebral. Pode se manifestar como uma alteração comportamental, na qual o indivíduo pode falar coisas sem sentido, por movimentos estereotipados de um membro, ou mesmo através de episódios nos quais o paciente parece ficar "fora do ar", no qual ele fica com o olhar parado, fixo e sem contato com o ambiente.


A descarga elétrica neuronal anômala que geram as convulsões podem ser resultante de neurônios com atividade funcional alterada (doentes), resultantes de massas tumorais, cicatrizes cerebrais resultantes de processos infecciosos (meningites, encefalites),isquêmicos ou hemorrágicos (acidente vascular cerebral), ou até mesmo por doenças metabólicas (doenças do renais e hepáticas), anóxia cerebral (asfixia) e doenças genéticas. Muitas vezes, a origem das convulsões pode não ser estabelecida, neste caso a epilepsia é definida como criptogênica.

Como se desenvolve?

O mecanismo desencadeador das crises pode ser multifatorial. Em muitas pessoas, as crises convulsivas podem ser desencadeadas por um estímulo visual, auditivo, ou mesmo por algum tipo específico de imagem. Nas crianças, podem surgir na vigência de febre alta, sendo esta de evolução benigna, muitas vezes não necessitando de tratamento.

Nem toda crise convulsiva é caracterizada como epilepsia. Para tal, é preciso que o indivíduo tenha apresentado, no mínimo, duas ou mais crises convulsivas no período de 12 meses, sem apresentar febre, ingestão de álcool , intoxicação por drogas ou abstinência, durante as mesmas.

O que se sente?

A sintomatologia apresentada durante a crise vai variar conforme a área cerebral em que ocorreu a descarga anormal dos neurônios. Pode haver alterações motoras, nas quais os indivíduos apresentam movimentos de flexão e extensão dos mais variados grupos musculares, além de alterações sensoriais, como referidas acima, e ser acompanhada de perda de consciência e perda do controle esfincteriano.

As crises também podem ser precedidas por uma sintomatologia vaga, como sensação de mal estar gástrico, dormência no corpo, sonolência, sensação de escutar sons estranhos, ou odores desagradáveis e mesmo de distorções de imagem que estão sendo vistas.

A grande maioria dos pacientes, só percebem que foram acometidos por uma crise após recobrar consciência, além disso podem apresentar, durante este período, cefaléia, sensibilidade à luz, confusão mental, sonolência, ferimentos orais (língua e mucosa oral).

Como o médico faz o diagnóstico?

O diagnóstico é realizado pelo médico neurologista através de uma história médica completa, coletada com o paciente e pessoas que tenham observado a crise. Além disso, pode ser necessário exames complementares como eletroencefalograma (EEG) e neuroimagem, como tomografia e/ou ressonância magnética de crânio.

O EEG é um exame essencial, apesar de não ser imprescindível, pois o diagnóstico é clínico.

Ele ao serve apenas para o diagnóstico, como também para monitorar a evolução do tratamento. Outro exame complementar que pode ser utilizado é o vídeo-EEG, no qual há registro sincronizado da imagem do paciente tendo a crise e o traçado eletroencefalográfico deste momento. As técnicas de neuroimagem são utilizadas para investigação de lesões cerebrais capazes de gerar crises convulsivas, fornecendo informações anatômicas, metabólicas e mesmo funcionais.

Como se trata?

O tratamento da epilepsia é realizado através de medicações que possam controlar a atividade anormal dos neurônios, diminuindo as cargas cerebrais anormais.

Existem medicamentos de baixo custo e com poucos riscos de toxicidade.

Geralmente, quando o neurologista inicia com um medicamento, só após atingir a dose máxima do mesmo, é que se associa outro , caso não haja controle adequado da epilepsia.

Mesmo com o uso de múltiplas medicações, pode não haver controle satisfatório da doença. Neste caso, pode haver indicação de cirurgia da epilepsia. Ela consiste na retirada de parte de lesão ou das conexões cerebrais que levam à propagação das descargas anormais. O procedimento cirúrgico pode levar à cura, ao controle das crises ou à diminuição da freqüência e intensidade das mesmas.

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Edema

Inchume.

O volume de líquidos corporais representa 60 a 70% do peso de uma pessoa jovem e magra. 

Nos obesos e idosos, o volume é menor: 50 a 60 %.
 Os líquidos estão distribuídos em 40% dentro da célula (intracelular) e 20% fora da célula (extracelular).
 Dos 20% que estão fora da célula, 5% correm nos vasos (intravascular) e 15% estão no interstício (líquido intersticial é o que fica entre os tecidos).
 Assim, um homem saudável de 70 kg tem cerca de 42 litros de água no corpo; 28 litros estão dentro das células e dos restantes 14 litros, 3,5 litros ficam circulando e 10,5 litros ficam no meio dos tecidos.

O nosso organismo possui vários sensores muito sensíveis que regulam o volume, a composição e a pressão dos líquidos. 
Quando necessário, para regularizar o meio interno, aumentam ou diminuem a secreção dos hormônios reguladores.

O que é?

O edema é o acúmulo anormal de líquido no espaço intersticial. 
Ele é constituído por uma solução aquosa de sais e proteínas do plasma, cuja exata composição varia com a causa do edema. 
Quando o líquido se acumula em todo o corpo, caracteriza-se o edema generalizado. Quando ocorre em locais determinados o edema é localizado, como por exemplo o edema nas pernas de pessoas com varizes.


Tipos de edema

Existem três tipos de edema: o edema comum, o linfedema e o mixedema.
Edema Comum
É composto de água e sal, quase sempre é generalizado.


O linfedema
É o edema cuja formação deve-se ao acúmulo de linfa. 
Ele ocorre nos casos em que os canais linfáticos estão obstruídos ou foram destruídos, como nas retiradas de gânglios na cirurgia de câncer do seio. 
O esvaziamento ganglionar facilita o surgimento do edema no braço.

 Outro exemplo de linfedema é a elefantíase, que se acompanha de grande deformação dos membros inferiores.

O mixedema

É outro tipo de edema de características especiais por ser duro e com aspecto da pele opaca, ocorrendo nos casos de hipotireoidismo. 
No mixedema, além da água e sais, há acúmulo de proteínas especiais produzidas no hipotireoidismo.

Como se apresenta?

O edema se apresenta sob duas formas: localizado e generalizado.

O linfedema e o mixedema são localizados. O edema comum pode se apresentar sob as duas formas. 
Quando generalizado, espalha-se por todo o corpo, principalmente membros, face e mãos. O edema generalizado pode ocorrer dentro do abdômen (ascite) e dentro do pulmão (edema pulmonar ou derrame pleural).

Qualquer tipo de edema, em qualquer localização, diminui a velocidade de circulação do sangue e, por esse meio mecânico (pressão), prejudica a nutrição e a eficiência dos tecidos.

Aspectos clínicos
Clinicamente, o edema pode ser um sinal de doença cardíaca, hepática, renal, desnutrição grave, hipotireoidismo, obstrução venosa e linfática.

Na formação do edema, essas doenças desencadeiam várias alterações que têm como conseqüência o edema. 
Cada uma dessas doenças tem suas características e as pessoas apresentam queixas especiais.

Na insuficiência cardíaca, além da falta de ar, o edema começa pelos membros inferiores e pode se expandir para dentro do pulmão (edema pulmonar) e do abdome (ascite). 
Na doença cardíaca ele é causado pela falta de força do coração para fazer o sangue circular.

Na doença hepática e na desnutrição, a causa é a falta da albumina do plasma.
 A albumina mantém os líquidos circulando. 
Quando a albumina está diminuída, abaixo de 2,5g% no sangue, não consegue mais manter a água dentro dos vasos e esta se difunde pelos tecidos.

Na doença renal, o edema é devido a retenção de água e sal que não são eliminados convenientemente.

Na obstrução venosa e linfática, o sangue e a linfa têm dificuldades de circular e se acumulam nos tecidos.

No hipotireoidismo, além da retenção de água e sal, há uma proteína associada que infiltra os tecidos (mixedema).


Um edema muito especial

Existe um edema comum muito encontrado e muito especial. 
É o edema idiopático, ainda de origem desconhecida, apesar de ser muito estudado. Ele ocorre em mulheres jovens de 20 a 50 anos.
 Geralmente, essas mulheres fazem uso e abuso de diuréticos ou catárticos para constipação intestinal.
 Quase sempre estão fazendo dieta para emagrecer, usando pouco sal e diuréticos. 
É um edema que surge nos membros e face rapidamente e sem causa aparente, podendo atingir todo o corpo. 
Hoje, pensa-se que a causa desse edema de origem desconhecida seja devido a um ou vários fatores:

secreção de hormônios mineralocorticóides que retêm água e sal
diminuição da albumina do plasma por dieta inadequada
fatores circulatórios locais, com capilares alterados
permanência, por longos períodos, na posição de pé (ortostatismo)
malfuncionamento do retorno venoso e linfático
alterações psicológicas que influiriam na atividade hormonal da mulher.


Há algumas drogas que podem causar edema: 

antidepressivos, antihipertensivos (beta-bloqueadores, clonidina, amlodipina, outros), hormônios (corticóides, estrógenos, progesterona, testosterona), antiinflamatórios não esteróides e uso crônico de diuréticos (vício) e catárticos.

Tratamento

Cada uma dessas causas de edema requer tratamento específico, portanto não há um só tipo de tratamento.

abcdasaude.



Insuficiência  Cardíaca


O que é?
O coração é um músculo formado por duas metades, a direita e a esquerda. Quando uma dessas cavidades falha como bomba, não sendo capaz de enviar adiante todo o sangue que recebe, falamos que há insuficiência cardíaca.

A Insuficiência Cardíaca (IC) não é uma doença do coração por si só. É uma incapacidade do coração efetuar as suas funções de forma adequada como conseqüência de outras enfermidades, do próprio coração ou de outros órgãos.

Como se desenvolve?
Existem a Insuficiência Cardíaca Aguda (ICA) e a Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC). A Insuficiência Cardíaca Aguda é um acontecimento súbito e catastrófico e que ocorre devido à qualquer situação que torne o coração incapaz de uma ação eficaz.

Geralmente a Insuficiência Cardíaca Aguda é conseqüente a um infarto do miocárdio, ou a uma arritmia severa do coração.

Existem ainda as Insuficiências Cardíacas Agudas provocadas por doenças não cardíacas.

Exemplo delas são a hemorragia severa, o traumatismo cerebral grave e o choque elétrico de alta voltagem.

A Insuficiência Cardíaca Aguda é uma situação grave, exige tratamento médico emergencial, e mesmo assim é, muitas vezes, fatal.

A Insuficiência Cardíaca Congestiva pode aparecer de modo agudo mas geralmente se desenvolve gradualmente, às vezes durante anos. Sendo uma condição crônica, gera a possibilidade de adaptações do coração o que pode permitir uma vida prolongada, às vezes com alguma limitação aos seus portadores, se tratada corretamente.

As principais causas de insuficiência cardíaca são as que se seguem:

Doenças que podem alterar a contractilidade do coração. A causa mais freqüente é a doença ateroesclerótica do coração.
Doenças que exigem um esforço maior do músculo cardíaco. É o que ocorre na hipertensão arterial ou na estenose (estreitamento) da válvula aórtica que, com o tempo, podem levar à Insuficiência Cardíaca Congestiva do ventrículo esquerdo. Doenças pulmonares como o enfisema podem aumentar a resistência para a parte direita do coração e eventualmente levar à Insuficiência Cardíaca Congestiva do ventrículo direito.
Doenças que podem fazer com que uma quantidade maior de sangue retorne ao coração, como o hipertireoidismo, a anemia severa e as doenças congênitas do coração. A insuficiência de válvulas (quando não fecham bem) pode fazer com que uma quantidade de sangue maior reflua para dentro das cavidades e o coração poderá descompensar por ser incapaz de bombear o excesso de oferta.


As manifestações de Insuficiência Cardíaca Congestiva variam conforme a natureza do estresse ao qual o coração é submetido, da sua resposta, bem como de qual dos ventrículos está mais envolvido. O ventrículo esquerdo costuma falhar antes do direito, mas às vezes os dois estão insuficientes simultaneamente.

O que se sente?
Falhando o ventrículo esquerdo, o território que congestiona é o pulmonar. Isso explica a falta de ar, que de início surge aos grandes esforços, depois aos médios, terminando pela falta de ar mesmo em repouso. Com a piora surge a ortopnéia, a falta de ar quando deitado. A pessoa pode acordar durante a noite devido a falta de ar o que a obriga a sentar para obter algum alívio. É a dispnéia paroxística noturna. Isso pode evoluir ainda para um quadro ainda mais grave de descompensação esquerda denominado de edema agudo de pulmão, grave, e que termina em morte se não tratado de urgência.

Falhando o ventrículo direito surge o edema, ou o inchume, principalmente das pernas e do fígado, além de outros órgãos, tudo provocado pelo acúmulo de líquidos nesses órgãos.

Como se trata?
Há a necessidade de tratar, se possível, a doença subjacente que desencadeou a Insuficiência Cardíaca Congestiva. Como exemplo, temos a estenose da válvula aórtica ou mitral, e a hipertensão arterial.

Deve-se também tratar o coração insuficiente. Para isso, restringe-se a ingestão de sal. É aconselhável emagrecer. Usam-se medicamentos chamados diuréticos, além de outros que agem diretamente no músculo cardíaco ou que corrigem as arritmias existentes.

Com essas medidas, um médico consegue prolongar por anos a vida de um paciente acometido de Insuficiência Cardíaca Congestiva.

Poderá haver necessidade de transplante cardíaco como última solução.

abcdasaude.


23/03/15

Doenças causadas por vírus

As doenças causadas por vírus, também conhecidas como viroses, apresentam sintomas inespecíficos, tais como febres, dores de cabeça e no corpo, além de indisposição.

O estudo das doenças provocadas por vírus é de grande interesse para a medicina, a veteri­nária, a agricultura e outras áreas da ciências, pois existe um grande número de viroses que ataca animais, plantas e diversos outros grupos de seres vivos.

A enfermidade mais habitual de origem viral é o resfriado comum, uma doença que costuma ser branda. 
A gripe é mais severa, sendo às vezes confundida com o resfriado.

Na espécie humana, muitas viroses ocorrem na infância, como cata-pora (varicela), rubéola, caxumba e sarampo. 

Gripe, poliomielite (para­lisia infantil), raiva ou hidrofobia, hepatites, herpes, febre amarela, den­gue, ebola e AIDS também são viroses que podemos encontrar na espé­cie humana.
 Cada virose tem a sua forma específica de prevenção, sen­do que muitas delas são evitadas por meio da vacinação.Vírus Ebola:

 Causa a febre hemorrágica, uma doença letal.
Nos últimos anos, temos observado no Brasil um grande aumento no número de ca­sos de dengue.


 A dengue é uma doença infecciosa aguda, de origem virótica, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. 
Apresenta surtos epidêmicos, carac-terizando-se por quadro febril súbito, moleza, dores musculares, dor de cabeça e falta de apetite. 

O desaparecimento dos sintomas ocorre, aproximadamente, em uma semana, quando se trata da dengue benigna. Já a forma hemorrágica da doença pode levar o indivíduo à morte.


Para curar uma enfermidade viral devem-se eliminar os vírus que causam a infecção. 

O problema é que os vírus ocultam-se no interior das células, de forma que os medicamentos não os"atingem facilmente.
Hoje em dia existem relativamente poucos medicamentos realmente úteis para acabar com os vírus. 

Portanto, o que se faz quando alguém tem uma enfermidade viral é tratar de aliviar seus sintomas, como a febre.
A melhor arma contra os vírus é a vacinação, que consiste em injetar em pessoas sadias o vírus inativo ou algum fragmento dele. 

Dessa forma, o sistema imunológico, responsável pelas defesas do organismo, passa a reconhecer o vírus. 
Caso ocorra a infecção com esse vírus específico, ele é prontamente detectado e eliminado.


A AIDS.


A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Sida ou Aids, como é mais conhecida) foi descrita no começo da década de 1980.
 Ela é causada pelo vírus conhecido como HIV (vírus da imunodeficiência humana). Quando o HIV infecta uma pessoa, pode permanecer latente por anos até entrar em atividade e desencadear a enfermidade. 
Ataca células do sistema imunológico e o organismo torna-se indefeso diante de infecções.

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